Quarta-feira, 23.03.11

Situação da Anemia Falciforme em Angola

 

 

José Van-Dúnem Ministro da Saúde

 

 

Luanda – O ministro da Saúde, José Van-dúnem, informou hoje, em Luanda, que o país tem registado aumento no número de doentes com Anemia Falciforme, levando ao agravamento da taxa de mortalidade de crianças menores de cinco anos de idade.

 

O governante falava no acto de assinatura do protocolo de cooperação para o rastreio e tratamento da doença, entre aquele ministério, a Chevron e dois hospitais norte-americanos, tendo referido que cerca de dez anos foram “trabalhados” para melhorar as respostas desta problemática no país.

 

Afirmou ser um grande desafio o projecto implementado com esses parceiros sociais, relativo ao rastreio da Anemia Falciforme, porquanto as pessoas têm maior desespero quando se deparam com uma enfermidade, como essa, ainda sem cura.

 

“Ao se depararem com uma doença que não tem cura, o desespero e as expectativas das pessoas é maior, daí que do ponto de vista emocional e afectivo estejamos a enfrentar um problema que deve ser manejado com muito cuidado e sensibilidade”, expressou.

 

Lamentou o facto de muitas vezes os casais terem conhecimento que são portadores de falciforme, mas resolvem casar-se, salientando que por esta razão, de acordo com as leis da genética, têm filhos doentes.

 

“Infelizmente a doença é crescente em Angola e não tem cura. A solução do seu problema passa primeiro pelo aconselhamento dos pais”disse o governante.

 

Para si, deve continuar-se a trabalhar para a mudança de comportamento dos pais e dar oportunidade de levar os filhos ao tratamento, a fim de terem uma mudança de vida.

 

Garantiu que o Ministério da Saúde vai dar o seu melhor para que este projecto seja de sucesso no interesse das crianças, em particular em crianças de falciforme.

 

Por outro lado, o presidente da Chevron Exploração e Produção para África e América Latina, Ali Moshiri, referiu que o protocolo é mais uma demonstração das relações não petrolíferas vantajosas que se podem estabelecer entre os angolanos e os norte-americanos.

 

Já o representante da Baylor Internacional Pediatrics AIDS Infantis (BIPAI), Rushel Ware, disse esperar pela implementação de um programa compreensivo, em parceria com o Ministério da Saúde, que permitirá identificar crianças com Anemia Falciforme logo a partir do nascimento, o que possibilitará um cuidado e tratamento precoce para a melhoria e redução do índice de mortalidade.

 

“Anemia Falciforme é uma doença que existe em Angola causadora de muitas mortes. É uma doença hereditária e que muitos pacientes desconhecem a existência da patologia. Por forma a ajudar a salvar vidas, vamos procurar fazer o seu diagnostico precocemente”, disse.

 

Explicou que o trabalho será feito nas grandes maternidades e será uma testagem simples de sangue, levada para o Hospital Pediátrico David Bernardino para a identificação da doença.

 

Fonte: Angop

 

publicado por asbcong às 10:58 | link do post | comentar | ver comentários (3)

Ministério da Educação promove acção formativa para professores

Luanda - Trinta e cinco professores terminaram há dias, em Luanda, uma acção formativa para formadores e alfabetizadores para as zonas rurais do país, com a duração de dez dias.
 
  
O curso foi realizado pelo Ministério da Educação, através da Direcção Nacional para o Ensino Geral, em parceria com ADPP (Acção de Desenvolvimento de Povo Para Povo) e o Grupo Aldeia.
 
  
De acordo com uma nota de imprensa, chegada hoje (quarta-feira) à Angop, os professores provenientes das províncias de Malanje, Kwanza Norte, Cunene, Uíge, Cabinda, Benguela, Huambo, Bié, Bengo e Luanda, receberam novas metodologias de ensino para o combate ao analfabetismo em Angola.
 
  
A formação completa, que contou com a assistência técnica do Grupo Aldeia, teve a aplicação de novas técnicas de alfabetização e formas de incentivar a participação das comunidades.
 
  
Maria de Fátima Carvalho, técnica da Direcção Geral para o Ensino Geral do MED, de acordo com a nota, disse, na ocasião, que a missão de alfabetizar é bastante nobre e acontece graças a estabilidade no país.
 
  
Walter Alexandre, coordenador de projectos da ADPP, afirmou, por seu lado, que o governo angolano precisa de contar com muitos parceiros e a sua organização tem as suas responsabilidades no quadro das metas traçadas pelo Ministério da Educação.
 
  
“Temos as responsabilidades de alfabetizar em diferentes áreas do país, por isso ministramos cursos para formadores de alfabetizadores”, explicou.
 
Fonte: Angop
publicado por asbcong às 09:39 | link do post | comentar
Terça-feira, 22.03.11

Formação de Agentes Comunitários na Caála

Caála – Cem agentes comunitários do município do Longonjo (Huambo) foram formados ao longo do mês em curso, em programas de gestão, promovido pela ONG angolana "Associação de Desenvolvimento e Enquadramento Social das Populações Vulneráveis" (ADESPOV).
 
  
Fazendo o balanço das actividades desenvolvidas este mês, o coordenador do projecto de desenvolvimento comunitário da ADESPOV, Armindo Samuel Kufumana, em declarações hoje, terça-feira, à Angop, acrescentou que os agentes formados vão implementar projectos locais de desenvolvimento socioeconómico.
 
  
A acção de formação de ADESPOV, iniciada em Abril de 2010, prevê formar no município do Longonjo, cerca de 200 agentes comunitários em programa de gestão para o melhoramento dos serviços administrativos, bem como aumentar o nível de  desenvolvimento social e económico da circunscrição.
 
 
O responsável referiu que a acção é financiada pela União Europeia e a pela ONG americana Visão Mundial, visando contribuir no combate à pobreza, à fome e à miséria nas comunidades rurais, com a implementação de programas que os agentes comunitários têm capacidades de executar.
 
  
Armindo Samuel Kufumana, disse por outro lado que a sua organização distribuiu ainda ao longo deste mês, 100 bicicletas a igual número de agentes comunitários que terminaram a sua formação.
 
 
 
“Estes agentes comunitários começam já com a execução prática em parceria com a administração local a elaborar projectos de interesse socioeconómico no município do Longonjo”, afirmou.
 
  
Os agentes comunitários, para além da formação em gestão, estudaram assuntos ligados à educação cívica, finanças e identificação de projectos de ordem socioeconómica de forma organizada.
 
  
A ADESPOV está a trabalhar na sede do município do Longonjo e nas comunas da Chilata, Lepi e Catabola, onde seleccionou camponeses organizados em cooperativas, parteiras tradicionais, catequistas, pastores e jovens envolvidos em pequenos negócios.
 
  
Para este projecto que se estende até 2012, a organização investiu 443 mil Euros.
 
  
Em 2005, o mesmo projecto foi elaborado no município da Caála, nas comunas do Cuima e Catata e beneficiou cerca de mil e 800 agentes comunitários não-estatais.
 
Fonte: Angop
publicado por asbcong às 13:35 | link do post | comentar

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